O serviço de mensagem instantânea WhatsApp é um aplicativo para smartphones que permite envio ilimitado de mensagens sem pagar por SMS. Além do texto, é possível enviar fotos, vídeos, áudios, criar grupos de conversa e compartilhar locais. Lançado em 2009, alcançou 250 milhões de usuários em quatro anos. São cerca de 25 bilhões de mensagens enviadas diariamente para qualquer pessoa que também possua o aplicativo, em qualquer lugar do mundo.
Este ano, vários jornais do Brasil aderiram ao uso do WhatsApp como canal de comunicação entre jornalistas e leitores, que podem enviar sugestões de pautas e outras contribuições. O Diário Catarinense de Santa Catarina, O Dia, do Rio de Janeiro, Correio, da Bahia e, inclusive, a emissora Bandeirantes estão entre os adeptos. No dia 10 de março, foi a vez da Folha de S. Paulo.
A casperiana Deborah Rezaghi, do 4º ano de jornalismo, é estagiária de mídias sociais da Folha e contou que no primeiro dia de uso do aplicativo o jornal recebeu muitas mensagens parabenizando-o pela iniciativa, embora muitas outras fossem “brincadeirinhas”. Com o passar do tempo, o conteúdo útil foi crescendo e estabeleceu-se uma média de cem mensagens por dia, de todo o Brasil, sendo que só 10% delas costumam ser aproveitadas.
“Eles [leitores] mandam fotos, sugestões de pauta, problemas de algum bairro e coisas que presenciam na hora”, disse Deborah. Ela também explicou que as sugestões são encaminhadas pelo editor de mídias sociais para cada editoria, que analisa as condições para produzir a matéria.
“Apesar de ser uma redação grande, não dá para a gente estar em todos os lugares. A pessoa que está na rua vê muito mais coisas do que o jornalista que acaba ficando preso na redação. É uma ajuda valiosíssima e muda a relação que o leitor tem com a Folha […] eles sentem que podem ajudar a produzir o jornal”.
O jornalista do caderno Tec da Folha Alexandre Orrico, publicou no dia 2 de abril a matéria “20 dias de WhatsApp da Folha” contando que o aplicativo já rendeu muitas fotos e algumas notícias, como a do princípio de fogo no Auditório Simón Bolívar e da pane nas emissões de passaporte em São Paulo, comprovando sua utilidade nas redações.
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