Olhos bem atentos ao palco, os holofotes sobre ele, o público desencosta de suas poltronas para atenciosamente ouvir. Por que era tão importante fixarmos nossa atenção àquele homem que adentrava o palco? E o que fazia jovens estudantes terem tanta sede por suas palavras? As respostas vieram antes mesmo do fim da palestra. Ele, o “iron man” do jornalismo, nós, apenas jovens angustiados.
Com o Teatro Gazeta lotado de futuros jornalistas, Sérgio Dávila falou sobre sua carreira como repórter, correspondente e, enfim, editor-executivo do jornal Folha de S.Paulo. Com pouco mais de 40 anos e uma vida profissional de causar inveja, não foi à toa que o jornalista, pai de gêmeas, encheu-nos os olhos e provocou-nos grande admiração.
Imóveis e sedentos por um futuro brilhante, achamos em nosso ídolo não só uma inevitável admiração, mas, principalmente, uma importante inspiração para seguirmos com nosso sonho “pop-jornalístico”. “Fiquei muito inspirado com a carreira e experiência dele. Ser correspondente por 10 anos nos EUA e cobrir fatos históricos tão impactantes pro século 21 é um luxo que poucos possuíram”, diz Allan Correia, aluno do primeiro ano do curso de jornalismo e que sonha ser um grande ícone em sua profissão.
Seja no mundo das estrelas ou no nosso, a existência de um patrono, ainda que ele não saiba quem somos, é essencial na construção de nossas carreiras. Tal como inspiração, o discurso de um profissional bem-sucedido em nossa área traz segurança e confiabilidade. Nosso então astro e ídolo mostrou-nos que o jornalismo não morreu, dando uma esperançosa importância à profissão.
A também estudante de jornalismo, Anna Motta, por exemplo, sentiu-se mais motivada após Sérgio afirmar que o jornalismo não está em crise. Segundo o editor, a profissão renasce a cada dia e à medida que há a pulverização dos meios, o jornalismo moderniza-se. “Enquanto o mundo está falando que o jornalismo está morrendo, ele, um jornalista conceituado, diz que não”, afirma, segura, estudante.’
Ídolo, herói, espelho. Os efeitos de nossa conversa com Sérgio Dávila em nós mesmos provou a importância de um ídolo para se buscar um sonho profissional e se alcançar objetos desejados. Olhos bem atentos ao futuro, holofotes, os protagonistas somos nós.
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