Há cinco anos de “Estadão” e desde 2003 no rádio, o repórter Sérgio Quintella começou sua breve introdução ao dizer que já passou por diversas organizações. Questionou a plateia: “Quem aqui gosta de rádio?” “Quem quer trabalhar com isso?” e quando muitos responderam “sim” duas vezes seguidas, afirmou que o rádio e o impresso se manterão vivos. Estevan, o mais novo, é recém formado pela FCL e hoje trabalha no “Profissão Repórter”. Ele confessou seu amor pela instituição e agradeceu aos professores. Disse não ser, mas querer se tornar um bom profissional como os dois colegas ao lado. Já o designer Djalma, também da Globo, contou sobre o amor pela televisão. Com muitos familiares na área, teve seu primeiro contato com a paixão por meio de Chacrinha aos cinco anos – seu tio fabricava chapéus para o apresentador, enquanto sua tia costurava as roupas das Chacretes.
O peso do visual na programação foi o norte da conversa. Como Djalma concluiu mestrado em artes gráficas e especialização em design, contou que há anos a tecnologia aliou-se à informação. Um exemplo é a quantidade de profissionais responsáveis pela parte gráfica da TV Globo que aumentou muito. “Os antes quatro jornalistas, arquitetos, publicitários, agora são mais de cinquenta” comentou . Como ex – professor de Teoria da Comunicação, Djalma, espanta-se por não termos disciplinas voltadas à parte tecnológica. Ao citar Pierre Levy com “é impossível reter todo o conteúdo” e Michelangelo: “observei o anjo gravado no mármore, até que eu o libertasse”, quis ressaltar que toda a crise é uma oportunidade, já que foi este o motivo para escolher sua carreira.
Sérgio respondeu às mais diversas perguntas, dentre elas uma sobre o caso Richthofen. O interesse, a persistência, a insistência, o ajudaram a entrevistar Andreas, irmão de Suzane. Tudo aconteceu por meio de e-mails, ligações, pesquisas e cumprimento de combinados.
Ele ressaltou que a linguagem de diversos meios foi alterada ao longo do tempo e junto com ela há as particularidades de um veículo no qual apenas ouvimos. A mensagem, o tom, a abordagem e a liberdade mudam. No seu caso, prefere não transparecer emoção, mas colocá-la por meio da voz dos entrevistados, detalhando o acontecimento.
Muniz afirmou: “na minha época, a faculdade não focava em audiovisual” e foi muito aberto ao ser questionado. Até que ponto podemos interferir na vida de alguém? Devemos ir atrás dos personagens? Quando começa o sensacionalismo? Ele acredita que o Globo Repórter – semanal brasileiro da Rede Globo – segue dois pilares: a ação e a narração. Sua opinião é que o sensacionalismo começa quando o lado emotivo é maior em relação ao conteúdo. Sendo assim, o semanal no qual trabalha mostra sentimentos, segue rotinas, faz reportagens nas quais acredita, envolve direitos humanos. Para fechar a manhã, concluiu que na profissão “não é só o conteúdo que importa”, mas a linguagem própria e a busca pela investigação.
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