Em 2016 o curso de Jornalismo testou um novo formato nas suas aulas magnas: convidados diferentes em diferentes datas para as turmas da manhã e da noite. No dia 24 de fevereiro pela manhã o convidado foi João Paulo Charleaux, atual editor de Política, Internacional e Economia do Nexo Jornal (nexojornal.com.br) e na noite do dia 25, tivemos a presença de Adriana Carranca, colaboradora dos jornais O Estado de S.Paulo e O Globo.
No evento para as turmas de jornalismo do período diurno, Charleaux falou dos novos desafios do Jornalismo hoje, como a crise de redução de vagas e o papel do jornalista como profissional que defende a sociedade ao narrar histórias importantes. Alternando otimismo e pessimismo, o jornalista pontuou o tempo que os alunos precisam pensar o que eles pretendem com a profissão.
Charleaux também contou de sua vasta experiência como repórter, especialmente na discussão de direitos humanos, e relatou como funciona o Nexo Jornal, onde atua como editor de política, economia e internacional. O Nexo Jornal foi lançado no final de 2015 com o objetivo de ser um jornal digital que usa todas as tecnologias de visualização de dados para ter um conteúdo mais aprofundado.
Na aula Magna da noite o evento foi marcado por uma bela homenagem do curso ao aluno Eduardo Aparecido Marques, morto em um assalto no dia 1 de janeiro deste ano. Eduardo iria se formar em 2016 e foi lembrado pela professora Helena Jacob, coordenadora do curso de Jornalismo; pela professora Ester Rizzi, que seria a orientadora do TCC (trabalho de conclusão de curso) dele e pelo professor Welington Andrade.
Após a homenagem, Adriana começou a sua apresentação, destacando que embora ela seja conhecida pela experiência internacional em conflitos como as guerras da Síria e do Afeganistão, o jornalista deve olhar ao seu redor e procurar contar histórias graves como a da violência contra jovens brasileiras, a mesma que vitimou Eduardo.
Após a introdução, a jornalista relatou aos alunos suas experiências na arte de contar boas histórias e situações complexas, como a reportagem que resultou no livro infantil “Malala”. Adriana contou ainda de suas reportagens pelo mundo, onde aprendeu a derrubar os preconceitos que ela tinha, mesmo sem perceber, e alertou que nunca podemos chegar para realizar uma cobertura jornalística querendo impor nosso modo de pensar e de viver. Certamente uma mensagem importante em tempos de intolerância mundial.
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