
Nanotecnologia possibilita diminuir danos ao meio ambiente | Crédito: Embrapa
Apontado como o quarto maior produtor de alimentos do mundo, segundo pesquisas do instituto Akatu em 2003, o Brasil também bate recordes de desperdício: entre o campo e a mesa do consumidor, cerca de 64% daquilo que é produzido se perde entre a colheita, o transporte e a distribuição comercial.
Os dados são preocupantes, principalmente se levarmos em conta que garantir a segurança alimentar de uma população não significa apenas plantar em quantidades cada vez maiores para suprir seu crescimento demográfico, mas sim aperfeiçoar o sistema de distribuição e transporte, diminuindo custos e impactos para o meio ambiente.
Diante deste panorama, plantar ou iniciar uma atividade pecuarista sem contar com o auxílio de estudos nanotecnológicos e tecnologia de ponta está simplesmente fora de questão para os atuais padrões de exigência do mercado consumidor nacional e internacional.
Multiplicam-se, portanto, os estudos e prêmios dedicados às descobertas científicas que promovam a viabilidade do plantio em condições adversas e um manejo pecuário mais humano e rentável.
As técnicas utilizadas pela nanotecnologia permitem um controle fino da matéria, que vai desde a manipulação individual de moléculas e agregados de átomos, viabilizando o desenvolvimento de sementes com produtividade 50% maior do que a convencional, passando por defensivos agrícolas que podem ser absorvidos como nutrientes pelas plantas e chegando ao desenvolvimento de filmes plásticos que protegem plantas e frutos cultivados em estufas.
A natureza como aliada no controle e combate de pragas
A preocupação com as condições climáticas e a saúde da lavoura é constante e, em alguns casos, o produtor encontra na própria natureza a solução para alguns de seus problemas
A chamada broca-da-cana é uma das principais ameaças ao canavial pois, uma vez instalada na planta, abre galerias que ocasionarão perda de peso, diminuição da germinação e até o secamento e morte da cana, além de abrir portas para a invasão de fungos e bactérias que impactarão diretamente na produção de álcool e açúcar.
Descobriu-se que a melhor maneira de combater tal ameaça seria confrontá-la com algum inimigo natural direto, como é o caso da vespa Cotesia Flavipes, que passou a ser reproduzida em laboratório e solta no canavial para que suas larvas se alimentem da broca.
Plantio em sistema de rotação: produção e lucro o ano todo
Para entender esta prática cada vez mais comum, é importante explicar que na agricultura existem três tipos de culturas:
1) A perene, que não exige o replantio ou nova semeadura para uma próxima colheita, como é o caso da goiabeira, por exemplo, que voltará a dar frutos no período certo;
2) A cultura anual, como é a do amendoim e do arroz, que após o “arranqueio”, devem ser novamente plantados.
3) A cultura semi-perene, em que se encaixa a cana-de-açúcar: ela pode ser cortada e voltará a crescer normalmente durante um período de cinco anos, após o qual necessitará de replantio.
Levando-se em consideração que cada produtor renova cerca de 15% de todo o canavial anualmente, a possibilidade de intercalar o plantio de diferentes culturas em uma mesma área é sinônimo de ganho em diversos aspectos.
A rotação é, neste sentido, benéfica não apenas por permitir maximização de uso do solo, mas também por enriquecê-lo de maneira natural e sustentável, além de propiciar renda extra ao produtor, que teria uma faixa de terra parada esperando pelo momento propício do replantio.
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